A tão esperada estreia de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira movimentou não apenas os bastidores do futebol nacional, mas também provocou reações entre os profissionais da bola em solo piauiense. O Mosaico Urbano foi às ruas ouvir vozes experientes do esporte local, como o renomado treinador Osvaldo Ribeiro, multicampeão com o River Playt de Castelo do Piauí, e o comentarista esportivo Jurandir Viana, conhecido como “a Explosão do Rádio Piauiense”.
Com apenas dois treinos antes da estreia, o técnico italiano enfrentou dificuldades naturais para implementar sua filosofia. No entanto, para Jurandir, isso não ameniza a fraca performance da equipe. Direto ao ponto, ele cravou:
— Nota 1,5. Enquanto for esse mesmo grupo de jogadores e essa mesmice em campo, a seleção seguirá sem alma, sem criatividade e sem resultado. Não adianta mudar o técnico se a base segue inalterada — criticou o comentarista.
Já Osvaldo Ribeiro adotou uma visão mais tática e pontual sobre o desempenho do time. Para o experiente treinador, a ausência de um meia armador de ofício foi um dos principais problemas.
— A gente não tem um camisa 10 de verdade, um criador. O Alan Patrick era uma opção. Se ele (Ancelotti) tivesse colocado o Andreas Pereira mais cedo, poderia ter arriscado mais, apesar de não ser um grande passador, tem um chute forte e poderia incomodar. Mas ele entrou só faltando dois minutos — analisou Osvaldo, em tom crítico, mas ponderado.
O Brasil, ainda em busca de uma identidade pós-Tite, vive um momento de transição delicado. A aposta em um nome de peso como Ancelotti levantou expectativas, mas a estreia mostrou que o caminho pode ser mais longo do que o previsto. Fica claro que, para além do banco de reservas, o elenco precisa de renovação, ousadia e, principalmente, criação no meio de campo.
Por enquanto, a pressão aumenta. E, como se vê nas palavras dos profissionais piauienses, a paciência do torcedor começa a se esgotar.
Por: Igo Rafael



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